quarta-feira, 27 de agosto de 2008

O verão

O meu irmão vem cá, vem que eu quero te contar do calor. Vem que eu quero te falar da ebulição do verão. Eu to falando de nós, seres macroscópicos sempre tangendo o micro, eu to falando das nossas elaboradas membranas que nós chamamos de derme e que abrigam tantos processos análogos aos mitocondriais. Estou falando de gente essa co(s)mica reprodução. Somos o pastiche das células, representamos em nossos processos caminhos e urgências, diários anuais ou centenários maturações que nem conseguimos ver. Mas o que acontece, meu irmão, quando chega a fatidica estação é que as moléculas se esquentam, nossa grande parte fluida se agita, inflama, ebule , como qualquer água, como sopa primordial que é.

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